O Olhar Político na Anunciação (Lc 1,26-38)
Autora: Raquel Mendes Gaudêncio
Maria manteve-se fiel ao plano salvífico, desde a Anunciação até a Crucificação enfrentou adversidades, não se rendeu aos que oprimiam os menos favorecidos e nem possuíam valores éticos. Em questão de instantes, toda a vida de Maria se transformou: uma fração de segundo é suficiente para que também em nossas vidas tudo possa se alterar. Assim se apresenta o mundo político, elegemos um candidato e não sabemos ao certo como ele vai se comportar durante seu mandato. A votação acontece em algumas horas e após seu resultado final, todo o cenário do país pode se modificar.
São Lucas ao descrever a Anunciação nos apresenta a vocação de Maria à maternidade.
O bom exercício de um cargo político inicia-se pela vocação. A política deve ser algo que pulsa no coração, que salta aos olhos e se transforma em ação. O político deve alegrar-se, não temer, pedindo ao Senhor a sua graça divina (Lc 1,29-30) nos momentos de decisões.
O anjo Gabriel veio anunciar à filha predileta que ela foi escolhida por Deus, para colocar em ação o seu plano de salvação. Parece algo impossível uma mulher ser escolhida como instrumento para a Salvação do povo de Israel: a mais humilde das criaturas recebia do portador do Altíssimo uma missão.
A pessoa que se coloca como candidata a um cargo público deve observar se essa é de fato a sua missão: ser representante de um povo, deixar de lado o egoísmo e colocar-se a serviço da coletividade; conhecer e vivenciar as realidades desse povo e ser porta voz na busca de soluções que atendam às suas necessidades.
Que a Imaculada nos ajude a identificar quem tem o agir político como vocação!
Imagem que abre o artigo: “Madonna do Magnificat” por Sandro Botticelli.

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