Por Rafael Manente
“Desde o seu primeiro pronunciamento público, o Papa Leão XIV não deixou dúvidas sobre os principais temas de seu pontificado: “Paz e Unidade”. Em tempos marcados por guerras mundiais e polarizações ideológicas — criando atritos e divisões desde a escala das relações familiares até conflitos políticos internacionais — sua voz ecoa como um convite à conversão profunda: “Deus ama a todos”, diz o Pontífice, “o mal não prevalecerá!”.
Essa proposta desafia a lógica do nosso tempo, onde tudo parece dividido entre “os nossos” e “os deles”, onde tentamos encaixar as pessoas em moldes de “aprovado” ou “desaprovado”. Diante disso, podemos perceber que esse justo desejo pela paz só será saciado através da via da unidade. O Papa não ignora o mal existente — ele apenas propõe um outro caminho: não combatê-lo com mais maldade, mas desarmá-lo com o amor. Um amor radical, evangélico, que quebra ciclos e constrói pontes.
Esse amor, aponta Leão em sua homilia do V Domingo de Páscoa, é o fundamento para o exercício da missão de Pedro, e de todo Papa: “A Pedro…é confiada a tarefa de ‘amar mais’ e dar a sua vida pelo rebanho”. E, em contrapartida, a missão da Igreja “não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas trata-se sempre e apenas de amar como fez Jesus”.
Se a principal missão de um Papa é garantir a unidade da Igreja, Leão XIV começa lembrando que essa unidade só se sustenta sobre o amor incondicional de Deus, por isso, seu lema episcopal In Illo uno unum (Naquele Um, somos um). Em suas próprias palavras: “gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”. Nessa reconciliação (paz) conquistada pela unidade, o mal não consegue prevalecer. E talvez seja justamente essa a esperança mais urgente do nosso tempo.”
Nota
Crédito de Imagem: Arte criada com Canva. Pascom Imaculada

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