A Quaresma, tempo sagrado de preparação para a Páscoa, convida-nos a uma jornada interior, onde o silêncio se torna a voz de Deus. Neste período de 40 dias, a Igreja nos chama a refletir, orar e renunciar, mas também a escutar. Escutar não apenas com os ouvidos, mas com o coração, pois é no silêncio que Deus fala à alma. Catecismo da Igreja Católica (n. 2717).

A espiritualidade do silêncio, tão valorizada pelos santos e místicos, é um caminho de encontro com o divino. Santa Teresa de Calcutá dizia: “O fruto do silêncio é a oração. O fruto da oração é a fé. O fruto da fé é o amor.” Na agitação do mundo moderno, onde ruídos e distrações nos afastam do essencial, a Quaresma surge como um convite a parar, respirar e acolher a presença de Deus.

O silêncio não é vazio; é plenitude. É nele que encontramos forças para vencer tentações, como Jesus fez no deserto. É nele que aprendemos a ouvir o clamor dos pobres, a suavizar o coração e a discernir a vontade de Deus. O Papa Francisco, em sua mensagem para a Quaresma de 2023, reforça: “O silêncio nos ajuda a redescobrir a alegria do essencial, a valorizar o que realmente importa.”

Neste tempo de conversão, o silêncio pode ser praticado de muitas formas: na oração contemplativa, na leitura da Palavra, no gesto de caridade sem alarde. Ele nos purifica, nos aproxima do próximo e nos une a Cristo, que, no silêncio da cruz, nos redimiu.

Este mês, percorremos a Quaresma com vários textos ilustrativos para que você viva esse momento com um conhecimento mais aprofundado.

Que esta Quaresma seja, para cada um de nós, um deserto fértil, onde o silêncio se torne terra boa para a semente da fé germinar. E que, ao final desses 40 dias, possamos ressurgir com Cristo, renovados na esperança e no amor.

Que o silêncio nos guie à luz da Páscoa!

Nota

Crédito da imagem que abre este artigo extraída do site O que é oração contemplativa?