Por Rafael Manente, seminarista

Ao longo da História de Israel, Deus elege pessoas específicas para uma missão específica. Muitos dos dramas narrados na Bíblia descrevem um atrito entre “o escolhido” e “Aquele que o escolheu”, entre a vontade da criatura e a vontade do Criador.

Apesar disso, grandes sinais são realizados para todo o povo ver: a descendência de Abraão, o mar se abrir no Egito, um pequeno pastor derrotar o grande Golias, etc.

Nessa pequena menina de Nazaré, contudo, Deus fez diferente. Foi eleita desde a sua concepção para a missão que mudaria a História: cooperar com a Encarnação. Em Maria, contudo, nunca houve atrito algum entre a sua vontade e o plano divino; isto é declarado com o seu “sim” perfeito ao
Anjo Gabriel. Da mesma forma, ela nunca realizou grandes obras para o povo crer, embora sua vida tenha sido um dos maiores milagres de Deus.

A festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, em 8 de setembro, nos recorda que a maior de todas as criaturas e a mais perfeita relação entre Deus e um ser humano passou sua existência terrena da forma mais simples e discreta possível, em total entrega e serviço à eleição que recebeu do seu Criador.

Acesse o link e saiba mais: Natividade de Nossa Senhora – Vatican News

Nota

Crédito de Imagem: Arte criada com Canva por Pascom Imaculada, obra de Giotto di Bondone (1266–1337) “Natividade de Nossa Senhora”, localização Cappella degli Scrovegni – Wikipédia, a enciclopédia livre