O Mês Missionário de outubro é um convite especial para refletir sobre o chamado universal à evangelização. Surpreendentemente, a liturgia nos presenteia com a memória de cinco santos que, cada um à sua maneira única, foram colunas desta missão. Suas vidas, entrelaçadas no calendário, formam um rico panorama do que significa ser missionário.

Abrindo o mês, no dia 1o, Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) revelou que a missão não é apenas geográfica. Claustrada em um Carmelo, tornou-se padroeira universal das missões através de sua “Pequena Via”: o oferecimento de cada pequeno sacrifício diário com amor imenso. Sua missão foi a do coração, provando que a oração e a oferta silenciosa são o motor oculto da evangelização.

Em 4 de outubro, São Francisco de Assis (1181-1226) nos lembra que a missão é também gesto e simplicidade. Indo literalmente ao mundo, pregou o Evangelho a todos, inclusive às criaturas. Sua vida pobre e alegre era o próprio sermão, mostrando que testemunhar Cristo passa pela fraternidade universal e pelo amor radical ao próximo.

No dia seguinte, 5 de outubro, Santa Maria Faustina Kowalska (1905-1938) recebeu de Cristo a missão para o nosso tempo: proclamar a Divina Misericórdia. Seu diário espiritual tornou-se um manual para missionários, enfatizando que a mensagem central a ser levada ao mundo cansado é a da confiança no amor misericordioso de Deus.

Em 15 de outubro, Santa Teresa de Jesus (1515-1582), Doutora da Igreja, exemplifica a missão interior. Sua reforma do Carmelo e seus escritos profundos sobre a oração foram uma obra missionária de primeira ordem, pois uma Igreja renovada na contemplação é uma Igreja mais capaz de sair em missão. Ela formou missionários da alma.

Fechando este ciclo, no dia 22, São João Paulo II (1920-2005), o “Papa Missionário”, sintetizou todas as dimensões anteriores. Foi peregrino pelo globo, incansável proclamador da misericórdia, defensor da “Pequena Via” da santidade e grande doutor da fé. Seu pontificado foi uma catequese mundial, insistindo que a nova evangelização deve ser “nova em seu ardor, em seus métodos e em sua expressão.”

Em comum, esses cinco santos demonstram que a missão é, antes de tudo, um ato de amor. Seja no claustro ou nas praças, na oração silenciosa ou na pregação vigorosa, o cerne é o mesmo: levar ao mundo o rosto amoroso e misericordioso de Cristo.

Outubro nos chama a seguir seu exemplo, cada um a partir de sua “pequena via”, mas com o mesmo ardor missionário.

Nota

Crédito de Imagem: Arte criada com Canva. Pascom Imaculada