Quem nunca teve a curiosidade de conhecer a pessoa homenageada com a estátua de bronze bem na entrada da Paróquia? 

A obra foi inaugurada em 1906 em comemoração aos 50 anos de criação do Seminário Episcopal em 1856, por Dom Antônio Joaquim de Mello (1791-1861), sacerdote e líder religioso brasileiro que desempenhou um papel significativo na história da Igreja Católica do Brasil Imperial, especialmente na educação do clero.

  

O Pe. Antonio iria dedicar-se, em Itu, ao ensino e à pregação. Quando de lá se retira será para fundar um Colégio no lugar depois chamado Rio das Pedras, entre Piracicaba, Capivari e Tietê, lá sendo Diretor e Professor por sete anos. Por curto espaço de tempo assumiu um paroquiato que lhe terá sido utilíssimo num futuro encontro com os Vigários durante as célebres e importantíssimas visitas pastorais. Como sacerdote iria presenciar a aclamação por D. João VI, rei de Portugal, Brasil e Algarves, a elevação do Brasil a Reino, iria, sobretudo, vibrar com a proclamação da Independência do Brasil. 

Diziam ser um homem sisudo com traços austeros e rígidos, de palavreado direto, que aboliu a pompa e andava pelas ruas a pé como qualquer homem pobre, com trajes simples, contudo afável, jovial e caridoso no trato. Ele percorre as paróquias de todo o Estado de São Paulo e Sul de Minas a cavalo e a pé, pedindo, por diversas vezes nas pastorais que anunciam as visitas, que os fiéis consertem as estradas. Chegou a lugares em que jamais haviam recebido visita de Bispo. Essa simplicidade e sua defesa do catolicismo ultramontano, criaram rejeição de seu nome pelos pares no estado de São Paulo, que seguiam o regalismo. O regalismo defendia uma vinculação mais forte da Igreja local ao poder do Estado, mediante maior independência em relação à Santa Sé.  Em contraponto, a ideia ultramontana seguia a Europa e buscava reforço no Concílio de Trento.

Como sétimo bispo de São Paulo e primeiro bispo brasileiro de São Paulo, ele deixou um legado marcante como um dos maiores incentivadores do ensino no Brasil. Devido à inexistência de um seminário, os candidatos ao sacerdócio viviam em casas de famílias, indo ao Convento apenas para as aulas de Filosofia e Teologia, como fez o próprio D. Antonio Joaquim de Mello, quando, na juventude, preparava-se para o sacerdócio.


Escreveu D. Antonio: “Poucos procuram os interesses da vida eterna. Ocupados só com o que é do mundo, entregues a toda leitura embora danosa é proibida, ninguém estuda, ninguém medita em Jesus Crucificado. Aqui se vive, contentes como aqueles antediluvianos, sobre quem caiu a terrível inundação da ira de Deus”.

D. Antônio dá início ao Seminário Episcopal de acordo com as diretrizes de Roma e sem a ingerência do Estado; chama as Irmãs de São José, da França, para abrirem o Instituto de Educação para moças junto à capela do Patrocínio. Mais do que isso, abrindo em favor do Clero e da Juventude Masculina Católica o Instituto ligado ao Seminário Episcopal que continua, até hoje, com o nome de Colégio Arquidiocesano.

Principais Realizações

Fontes:

https://periodicos.ufcat.edu.br/Opsis/article/view/30640/18048

https://revistaplura.emnuvens.com.br/anais/article/view/1340/961

https://revistaeclesiasticabrasileira.itf.edu.br/reb/article/view/1309

Nota

Crédito das Fotos da escultura: N. A. F.