Fevereiro é o mês de devoção à Sagrada Família: Jesus, Maria e José.
Maria era uma jovem que morava na cidade de Nazaré, na região da Galiléia, e estava noiva de José quando o Anjo Gabriel apareceu a ela e disse-lhe que Deus a tinha escolhido para dar à luz o Salvador do mundo.
Maria ficou confusa sobre como poderia ter um filho pois era virgem. O Anjo então lhe explicou que a Criança seria gerada pelo Espírito Santo, e contou a Maria que sua prima Isabel, que era estéril e idosa, estava no sexto mês de gravidez, pois para Deus nada é impossível. Maria respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. E o Anjo retirou-se de sua presença.” (Lucas 1,38).
Maria vai para a Judéia visitar Isabel e quando Ela chega à casa, o bebê dentro do ventre de Isabel salta de alegria ao ouvir a sua voz! E assim, Isabel soube que Maria estava grávida do Salvador.
Quando José descobriu que Maria estava grávida resolveu abandoná-la, mas um Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e disse-lhe para não temer casar-se com Maria, pois a Criança era obra do Espírito Santo e se chamaria Jesus.
O casal vai de Nazaré a Belém, na região da Judéia, onde tinha nascido o Rei Davi e de quem José era descendente, para recenseamento, e ali nasceu Jesus.
Como era costume entre os judeus Maria e José foram ao templo consagrar seu Filho a Deus. Lá, eles receberam profecias sobre como o Menino iria mudar o mundo.
Em Lucas 2,41-52 nos conta que a família ia todos os anos para Jerusalém para a Festa da Páscoa. Aconteceu que, durante o retorno, os pais achavam que O Menino estava com conhecidos na caravana, e após um dia de viagem o procuraram entre os familiares e não o encontraram. Maria e José então retornaram a Jerusalém para procurá-lo, e o encontraram três dias depois, no templo, junto aos Doutores:
“Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição”. Respondeu-lhes ele: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas essas coisas no seu coração.”
São Lucas nos conta que Jesus cresceu em tamanho, sabedoria e graça.
O primeiro milagre de Jesus que é citado na Bíblia foi a transformação de água em vinho, a pedido de Sua Mãe, durante uma festa de casamento, Ele tinha cerca de 30 anos (João 2,11).
Na Arte Sacra são muitas as obras dedicadas à Sagrada Familia, em diversas situações na convivência amorosa e respeitosa no seio familiar: clicando nas imagens você poderá apreciar momentos de afeto como na “A Sagrada Família com um Passarinho” (c. 1560) do pintor espanhol Estebán Murillo, onde um dos símbolos, o pássaro na mão do Menino Jesus, que o protege do cãozinho, é um símbolo da Paixão de Cristo; na obra de Michelangelo Buonarroti, “O Tondo Doni” realizado em 1507; no episódio contado por São Lucas e representado por Holman Hunt, “O Encontro do Senhor no Templo” (1854-55), obra que abre este post; e até mesmo em arquitetura como um dos maiores templos modernos consagrados à Sagrada Família, e ainda em construção desde 1882, em Barcelona, idealizado pelo artista Antoni Gaudí.
Jesus, Maria e José, a nossa família Vossa é!
Que “A Sagrada Família acompanhe e abençoe a todas as famílias do mundo inteiro!“
Leia o artigo neste link e descubra “O sentido da Sagrada Família“:
O sentido da Sagrada Família – Vatican News
E assista à aula no youtube do Prof. Felipe de Aquino:
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA: O QUE PODEMOS APRENDER COM ELA? – Prof. Felipe Aquino (youtube.com)






Nota
Crédito da Imagem que abre este artigo: “The Finding of the Saviour in the Temple”, por William Holman Hunt. Google Art Project. Extraído do site The Finding of the Saviour in the Temple – Wikipedia

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