Em um mundo cada vez mais moldado pela inteligência artificial, a Igreja Católica se apresenta não como adversária do progresso, mas como guardiã dos princípios éticos que devem guiá-lo. 

Desde 2020, a Pontifícia Academia para a Vida do Vaticano, um órgão que defende os ensinamentos morais católicos sobre bioética, tem promovido o “Roma Call for AI Ethics”, um documento que estabelece seis princípios para a ética da IA, entre eles transparência, inclusão, responsabilidade e imparcialidade. Já assinado por várias gigantes como a Microsoft, IBM, Cisco e FAO, reflete um discernimento cuidadoso: como acolher os benefícios da tecnologia sem perder de vista o valor sagrado da pessoa humana?

Neste contexto, a Doutrina Social da Igreja oferece critérios permanentes: o bem comum, a opção preferencial pelos pobres e a centralidade da ética sobre a eficiência. É fundamental entender que nem tudo o que é tecnicamente possível é moralmente aceitável.

A Igreja não tem respostas prontas para cada avanço tecnológico, mas oferece a bússola segura do humanismo cristão – onde a inteligência artificial deve estar subordinada à sabedoria verdadeira, aquela que reconhece em cada rosto a imagem do Criador.

 

 

Nota

Crédito de Imagem: Arte criada com Canva. Pascom Imaculada