Após a anunciação do arcanjo Gabriel a Maria de que conceberia o Filho de Deus por intermédio do Espírito Santo e de que sua prima, Isabel, apesar da idade avançada já estava no sexto mês de gravidez, Maria decide visitar a sua prima: ela caminha cerca de 100 kms a pé, através da montanha, até chegar em em casa de Zacarias e Isabel.
“Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” – Lucas 1,39-45
Foi no século XIII, em Bizâncio, que a visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel começou a ser celebrada, inicialmente em 2 de Julho, e em 1389 foi instituída pelo Papa Urbano VI. Após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta festa passou a ser celebrada em 31 de maio, no fim do mês dedicado a Maria.
É um belíssimo momento de encontro entre duas Mães, duas mulheres escolhidas por Deus para concretizar o seu Plano de Salvação do Mundo: um, João Batista, filho de Isabel e Zacarias, nascerá primeiro para anunciar a vinda do Salvador, o outro, o próprio Salvador.
Deste encontro nasce o Magnificat, o Hino de Louvor que a Virgem Maria proclama em celestial inspiração:
“A minha alma glorifica ao Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu Israel seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência
para sempre.”
Glória ao Pai e ao Filho
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre.
Amém.
Na História da Arte Sacra muitas foram as representações da Visitação da Virgem Maria a Isabel. Clique nas imagens abaixo para ampliar:




Nota
Crédito de imagem que abre este artigo: “A Visitação” por Domenico Ghirlandaio, 1491. Têmpera sobre Madeira. Museu do Louvre, Paris, França.

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