A Assunção de Maria: Arca da Nova Aliança e a Dignidade Humana
Por Rafael Manente
No Antigo Testamento, uma das imagens de esperança para o povo de Israel era a Arca da Aliança. Ela continha objetos sagrados para a História de Israel: as Tábuas dos Dez Mandamentos (a Lei), o maná e a vara de Aarão. Mas, mais do que isso, a Arca representava a presença física de Deus no meio de seu povo.
Tradicionalmente, a Virgem Maria sempre foi vista como a Nova Arca para a Nova Aliança. Nas Escrituras vemos vários paralelos entre esses dois símbolos: por exemplo, o salto de alegria de João Batista no ventre de Isabel reflete a dança festiva de Davi ao receber a Arca em Jerusalém; Maria irá guardar o Verbo em seu ventre, assim como a Lei estava guardada na Arca; e em Apocalipse vemos a Arca da Aliança no Céu e, logo em seguida, “uma mulher vestida de sol”. Assim está descrito: “¹⁹ E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva. ¹ E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.” (cf. Ap11,19-12,1)
Essa última imagem remete ao que celebramos anualmente em 15 de agosto, a Solenidade da Assunção de Maria.
Esse dogma, proclamado em 1950 pelo Papa Pio XII, define que, ao final de sua vida terrena, Maria foi plenamente unida a Deus na totalidade de sua humanidade, corpo e alma. Nela, vemos uma mulher de fé que alcançou o destino prometido por Deus. Diante disso, a Igreja nos lembra que nossa dignidade está fundada em nossa identidade de filhos de Deus e em Suas promessas – do Antigo ao Novo Testamento. Nossa Mãe no Céu não é só prova disso, como também o meio de intercessão para que em todos se cumpram as promessas divinas.
Nota
Crédito de Imagem: Arte criada com Canva. Pascom Imaculada

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