Maio mês das Mães, aquela que alimenta e protege seus filhos, a que tira de si tudo o que possui para que seus pequeninos não sofram, mas ao mesmo tempo os ensinam a serem fortes e enfrentarem a vida: mesmo que os anos passem, seus filhos sempre serão seus “pequenos”, e para os filhos a mãe sempre será o colo que lhe dá consolo, o abraço que conforta, o coração que entende suas lágrimas e suas alegrias.

Neste Dia das Mães oferecemos o poema do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade: “Para Sempre”.

Feliz Dia das Mães a todas no mundo!

“Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra – mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”

Nota

Créditos da imagem que abre o artigo: detalhe da obra de William Adolphe Bouguereau (1825-1905) – “Maternal_Admiration” (1869).